O desporto adaptado é uma forma de integração das pessoas com deficiência na sociedade. Para além dos benefícios físicos, contribui para o bem-estar emocional e pode ser um elemento-chave para o desenvolvimento pessoal.
Durante o ano de 2022, a APD tem desenvolvido ações de demonstração no contexto escolar, de recuperação e contexto recreativo para desmistificar preconceitos relacionados com a deficiência, apresentação das várias modalidades do desporto adaptado e palestras nas ações sobre a experiência pessoal de cada um dos atletas, bem como os benefícios que a sua prática contempla nas suas vidas. Estas ações ocorrem em contexto escolar, desde a escola básica até ao ensino superior, para futuros profissionais da área de desporto.
Projeto desportivo “APD Lisboa Equipa Desporto”
O basquetebol em cadeira de rodas começou a ser praticado após a II Guerra Mundial, sobretudo como atividade de reabilitação dos deficientes motores resultantes do conflito.
A modalidade pode ser praticada por ambos os sexos, com deficiências motoras e é jogada por duas equipas de cinco jogadores cada.
Aplicam-se as regras da Federação Internacional de Basquetebol, conjugadas com as adaptações previstas pela Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.
O jogo decorre num campo de basquetebol convencional, respeitando todas as marcações e medidas do mesmo. Como os atletas diferem entre si consoante o seu grau de deficiência, foi criado um sistema de pontos que vai de a 4, 5 pontos, avaliados de acordo com a funcionalidade de volume de ação nos diversos aspetos do jogo. A soma dos pontos dos cinco elementos de uma equipa em campo, quando se trata de competição não pode ultrapassar os 14 pontos.
Na APD esta prática desportiva é realizada nas delegações de Braga, Leiria, Lisboa, Paredes e Sintra.
A modalidade de andebol adaptado é jogada em cadeira de rodas em equipas de 4 (CR4) ou 6 (CR6).
Existem dois campeonatos para as duas vertentes – CR4 e CR6, divergindo nos tempos de jogo.
As regras do andebol em cadeira de rodas são semelhantes às do andebol tradicional.
As equipas podem ser mistas e não existe equipas por categorias de idades.
Na APD é praticada esta modalidades nas delegações de Leiria, Lisboa e Porto.
A prática desta modalidade está aberta a atletas com qualquer deficiência em provas masculinas e femininas.
O regulamento base é o da IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo), com algumas adaptações de acordo com o tipo e grau de deficiência dos participantes, seguindo os regulamentos das entidades que controlam os desportos adaptados de competição.
Os atletas competem de acordo com as classificações desportivas segregadas, ou seja agrupadas por área de deficiência, de forma a haver equilíbrio na competição, e contam com recursos como cadeiras de rodas, próteses ou até mesmo outro atleta como guia.
Na APD poderá praticar esta modalidade nas delegações de Braga e Paredes.
No ténis de mesa participam atletas do sexo masculino e feminino com Deficiência Motora (paralisia cerebral, amputados e cadeira de rodas), Intelectual e Auditiva.
As partidas consistem no melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos.
Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem.
A instituição responsável pela modalidade é a Federação Internacional de Ténis de Mesa (ITTF).
A classificação dos atletas é realizada a partir da mensuração do alcance de movimentos de cada atleta, força muscular, locomoção, equilíbrio na cadeira de rodas e a habilidade de segurar a raquete.